Abrir top menu
terça-feira, 8 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
domingo, 23 de março de 2014
Mulher capota veículo em MT e é pedida em casamento por desconhecido que a resgatou



Uma tragédia que virou história de amor. A frase pode até parecer clichê, mas é assim que o casal Nilton Natalino Neves, de 47 anos, e Magna Sousa Carrijo, de 48 anos, se refere ao relacionamento que começou no dia 31 de outubro de 2013, data em que a dona de casa foi resgatada pelo vendedor de Ribeirão Preto após sofrer um acidente de carro pela BR-364 próximo a Rondonópolis, no estado do Mato Grosso. Neves, que socorreu Magna após vê-la capotar ribanceira abaixo, diz que o sentimento quando a pegou nos braços após retirá-la do veículo foi arrebatador. "Foi como se tivesse aberto um baú de tesouro. Enxerguei uma luz maravilhosa", conta.


Acaso ou destino, o encontro de Neves e Magna pode ser classificado como, no mínimo, curioso. Na semana do acidente, Neves teve um problema com o caminhão e atrasou a viagem para Jaciara (MT) em dois dias. Já Magna, que nunca foi de viajar, resolveu visitar amigos em Rondonópolis (MT), cidade a 500 quilômetros de Rio Verde (GO), onde ela morava. "Saí de Ribeirão para viajar no dia 29 de outubro, uma terça-feira. O caminhão quebrou duas vezes, e acabou atrasando o percurso em dois dias. Eu achava que aquilo era para me proteger de alguma coisa. Hoje eu penso que se nada tivesse acontecido com meu caminhão, eu jamais iria cruzar com a Magna na estrada", conta o vendedor.


Com o atraso no percurso, Neves só chegaria a seu destino na tarde de quinta-feira, 31 de outubro. Naquele dia, o vendedor seguia pela BR-364, quando avistou uma cena que chamou sua atenção. "Um carro me seguiu por uns 30 quilômetros tentando me ultrapassar. A pista é simples e tinha muitos caminhões. Comentei com meu irmão, que estava comigo na viagem, que o homem devia estar com bastante pressa. Até então eu pensava que era um homem dirigindo. Na hora da ultrapassagem, percebi que era uma mulher no volante. Ainda pensei: que Deus a acompanhe", afirma.

Quilômetros à frente, Neves ainda conseguia avistar o carro de Magna na estrada. A dona de casa ainda ultrapassou dois bitrens e uma caminhonete, até que perdeu o controle do veículo e saiu da rodovia. "Um pneu saiu para o acostamento, ela voltou com o carro, atravessou a pista na contramão, voltou para o lado que estava e se perdeu. Aí ela bateu em uma árvore e desceu a ribanceira capotando", diz.


O resgate

O vendedor parou o caminhão no acostamento e desceu o barranco onde o carro estava Segundo Neves, era impossível abrir as portas do veículo, completamente destruído. Para conseguir resgatar Magna, o vendedor precisou quebrar o para-brisa. "Ela ainda estava consciente, então pedi para ela proteger o rosto e quebrei o vidro com um pedaço de madeira. Foi aí que aconteceu uma coisa inexplicável. Foi como se tivesse aberto um baú de tesouro. Enxerguei uma luz maravilhosa", explica.

Magna conta que não se lembra exatamente do momento do acidente, mas tem nítida na memória a imagem do vendedor se aproximando de seu carro. "Me senti protegida quando ele apareceu. Caí num barranco, e meu medo era ninguém aparecer e eu morrer ali. Quando ele surgiu, vi que era um anjo da guarda na minha vida", diz.

Logo após retirar Magna do carro, Neves conta que a dona de casa desmaiou. Outras pessoas que passavam pela estrada também pararam para prestar socorro. Com a ajuda delas, o vendedor deitou a vítima no chão, até que a dona de casa retomasse a consciência. Neves conta que passou o tempo todo conversando com Magna e tentando acalmá-la.

"Peguei o telefone da família dela e comecei a ligar para avisar do ocorrido. Todos os parentes estavam muito distantes, e não tinha como eles chegarem até o local do acidente. Nesse momento já vi que eu não conseguiria abandoná-la", diz. Com a demora na chegada da ambulância, o desespero de Magna aumentou. "Ela sofre de síndrome do pânico e começou a se desesperar. Peguei na mão dela, fiquei segurando e disse: nunca segurei a mão de uma mulher tão bonita. Ela conseguiu olhar para mim e dizer obrigada."


Pedido de casamento

Com a chegada da ambulância, Neves acompanhou Magna até um hospital em Rondonópolis, cerca de 80 quilômetros do local do acidente. Lá, o vendedor acompanhou os exames feitos pela dona de casa e tomou coragem para fazer uma proposta um tanto inusitada para o momento: pediu Magna em casamento.

"Estava com ela na sala de exames, quando ela virou para mim e disse que não sabia o que fazer para agradecer o apoio que eu estava dando. Eu só disse: Simples, casa comigo. Na hora ela deu risada e disse que não daria certo. Disse que eu era caminhoneiro, viajante, e que ela era muito agarrada nos relacionamentos. Aí ela foi transferida para um quarto e a enfermeira perguntou se éramos casados. Aproveitei e disse à mulher que eu tinha acabado de pedir a Magna em casamento, mas que ela não queria. Nisso ela já deu uma risada na cama e disse que isso [casamento] era coisa de se pensar", afirma.

Neves então deixou o hospital e continuou sua viagem até Jaciara. Na volta, passou pelo hospital em Rondonópolis, mas Magna já havia deixado a unidade. O vendedor voltou para Ribeirão Preto (SP), e continuou mantendo contato com a dona de casa por telefone. Oito dias depois, Neves e Magna combinaram de se encontrar pessoalmente. "A família dela queria me conhecer e ela brincava no telefone que eu precisaria ir até Rio Verde para oficializar o pedido de casamento. Eu ia viajar a trabalho para Goiás naquela semana, e resolvi ir", diz.

E foi. Na noite de 8 de novembro, Neves comprou roupa nova, montou uma cesta de chocolates e foi até a casa de Magna. Após horas de conversa com os familiares da pretendente, rolou o primeiro beijo do casal. "Até então eu tinha levado aquele pedido de casamento na brincadeira. Achava que ele estava fazendo aquilo para me descontrair, porque eu estava sentindo muita dor. Mas quando ele apareceu na minha casa eu percebi que ele estava realmente a fim de levar uma coisa séria", afirma Magna.


Vida a dois

Uma semana depois, o vendedor voltou novamente a Rio Verde - e desta vez empenhado em carregar Magna na boleia do caminhão rumo a Ribeirão Preto. E foi no fim do feriado de 15 de novembro que o casal pegou estrada junto pela primeira vez. De lá para cá, Magna, agora recuperada do acidente, passou a morar com Neves e o segue semanalmente nas viagens a trabalho. "Foi uma tragédia que nos uniu. O Nilton foi um grande presente na minha vida", diz a dona de casa.

O casal agora faz planos para o casamento. Para o vendedor, o acidente, na verdade, foi uma nova chance de encontrar a felicidade. "Conhecer a Magna foi para mim uma segunda oportunidade de viver. Eu estava numa fase difícil e pensava só em morrer. No meio disso tudo ela apareceu. Hoje eu penso que não fui em quem a salvei. Foi ela, naquele acidente, quem me salvou", conclui.
Continuar Lendo...





terça-feira, 18 de março de 2014
no image

Igreja inclusiva reúne 400 gays em retiro de carnaval e realiza batismos: “Deus se fez presente”, afirma ex assembleiano
Todos os anos, durante o período de carnaval, inúmeras igrejas evangélicas promovem acampamentos e retiros espirituais para os membros, com o intuito de aproveitar os dias de descanso para comungar, ao invés de curtir a festa de momo. Essa prática agora é adotada também pelas igrejas inclusivas, que aceitam homossexuais normalmente.
“A gente orienta evitar qualquer difamação. Que respeito haveria por alguém que estava na [rua] Farme [de Amoedo] bebendo, todo jogado? Pelo fato de nós sermos uma igreja inclusiva nós somos cobrados de uma maneira muito maior. São dois mundos muito mal falados: o de cristãos e o de gays. Se a gente não apontar essas questões, a gente vai dar mais margem a falarem mal da gente. Ainda assim, o membro que foi para a Farme vai ser amado e acolhido do mesmo jeito”, disse o pastor gay Marcos Gladstone, referindo-se ao carnaval do bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, frequentado por homossexuais.
A igreja que Marcos dirige com seu marido, Fábio Inácio, reuniu 400 gays evangélicos num retiro em Guaratiba, zona oeste do Rio, durante os dias de carnaval, para que os fiéis evitassem a “pegação”.
“O que acontece na minha vida nesses dias de retiro é um avivamento do meu chamado. É uma experiência sobrenatural que descrever com palavras é praticamente impossível. A forma como a palavra é conduzida é como se o próprio Deus estivesse falando conosco . É algo divino e o que nós sentimos nos nossos corações após esses quatro dias é um completo renovo, uma nova vida que vai se fortificando cada vez mais dentro de cada um de nós”, declarou Carlos Alberto Lopes, membro da Igreja Cristã Contemporânea e professor de história.
Com mais de 2 mil membros, a igreja inclusiva orientou aos que não puderam participar do acampamento gay de carnaval a ficarem em casa, com a família. “Se é uma festa da carne e se eu, enquanto evangélico, enquanto cristão, seguindo orientação bíblica, estou matando minha carne a cada dia, eu devo fazer escolhas tentando matar, renunciar os desejos do dia a dia. Nesse tipo de festa a carne é explorada, a visão do sexo livre é tida como algo liberado, é totalmente permissivo. Por conta de quatro dias as pessoas fazem coisas que ao longo do ano inteiro elas se veem fechadas, trancadas e tentam se liberar nesse período. A visão da igreja é que nesses quatro dias os membros devem se fortalecer para continuar vivendo em ligação com Deus”, argumentou o professor.
As atividades dos gays evangélicos durante o retiro, incluíam, segundo informações do jornal O Dia, concursos de música gospel e desafios de conhecimento das passagens bíblicas. Durante o período, a igreja também realizou o batismo de 78 novos membros na piscina do sítio.
Francisco Lopes, 50 anos, músico, ex-membro da Assembleia de Deus, foi ao acampamento da igreja inclusiva acompanhado de seu marido e sua mãe: “Hoje eu posso louvar a Deus da forma que eu sou porque sei que Deus me ama da forma como sou”, afirmou, antes de contar o que aconteceu durante o período de retiro: “Estávamos todos louvan

FONTE: http://noticias.gospelmais.com.br/igreja-inclusiva-400-gays-retiro-carnaval-batismos-65978.html
Continuar Lendo...